USDA diz que ajuda comercial a produtor dos EUA deve variar de US$ 15 a US$ 150 por acre

WASHINGTON/CHICAGO (Reuters) - O governo dos Estados Unidos pagará aos agricultores do país valores de 15 dólares a 150 dólares por acre a partir de meados e fim de agosto, como parte de um pacote de ajuda de 16 bilhões de dólares para compensar os afetados pela guerra comercial com a China, disseram nesta quinta-feira autoridades do Departamento de Agricultura norte-americano (USDA).
Esta será a segunda rodada de assistência agrícola nos EUA, depois de um plano de 12 bilhões de dólares do presidente Donald Trump no ano passado, com o objetivo de compensar pelos baixos preços de produtos agrícolas e pelas vendas perdidas devido às disputas comerciais com a China e com outras nações.
Membros do Partido Democrata criticaram a medida, afirmando que os agricultores necessitam de um comércio justo em vez de um "resgate", mas o secretário de Agricultura, Sonny Perdue, argumentou que os agricultores norte-americanos foram atingidos desproporcionalmente pela guerra comercial, e que a nova rodada de auxílio é justificada.
"O presidente Trump possui grande afeto pelos agricultores e fazendeiros norte-americanos, e isso está muito evidente nesse programa", disse Perdue. "Ele sabe que eles estão batalhando, que estão na linha de frente da batalha."
Embora os grupos agrícolas e industriais tenham celebrado o movimento de ajuda nesta quinta-feira, eles continuam a pedir para que o governo Trump encerre as guerras comerciais e promova acordos com importantes mercados de exportação.
Para o novo pacote de auxílio, o USDA disse que estabeleceu taxas variáveis entre condados. As quantias foram calculadas de acordo com as estimativas de danos comerciais causados pelas tarifas retaliatórias impostas pela China, antes principal compradora de muitos dos produtos agrícolas norte-americanos.
Perdue disse que é provável que haja diferenças entre os condados, tais como fazendas vizinhas recebendo pagamentos diferentes dependendo de onde seus campos estiverem localizados.
Ainda que a agência tenha trabalhado duro para corrigir tais discrepâncias, "ainda haverá algumas disparidades que são impossíveis de se superar", acrescentou ele.
O programa abrange produtores de 29 commodities agrícolas --entre elas, estão soja, milho, trigo, sorgo e algodão. Ele também cobre produtores de laticínios e suínos, além de fazendas com plantio de dez safras especializadas.
Para que seja elegível para o pagamento, é necessário que o agricultor tenha plantado sua safra até 1º de agosto, disse o USDA.
O USDA informou ainda que área que não pôde ser plantada nos EUA neste ano, devido a tempo desfavorável, atingiu níveis históricos. O departamento ainda trabalha em estimativa.
(Reportagem de Humeyra Pamuk, com reportagem adicional de P.J. Huffstutter e Caroline Stauffer)
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