Soja: Mercado recua forte em Chicago, mas prêmios ajudam na manutenção dos preços no Brasil
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Fechamento de Mercado da Soja - Entrevista com Mário Mariano Moraes Júnior - Analista da Novo Rumo Corretora
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Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago terminaram o pregão desta quinta-feira (5) com baixas de mais de 12 pontos entre os principais contratos. O vencimento novembro/19 foi a US$ 8,61 e o março, a US$ 8,88 por bushel, caindo 14 e 13 pontos, respectivamente. O mercado, segundo explicou Mário Mariano, reagiu a um acumulado de fatores já conhecidos, mas ainda muito negativos.
De acordo com o analista de mercado da Novo Rumo Corretora, a ausência da demanda chinesa por soja no mercado norte-americana ainda exerce muita pressão sobre as cotações na CBOT. Um acordo entre os dois países se mostra ainda muito distante e improvável.
Ainda assim, foi anunciado um novo encontro entre as duas delegações, pessoalmente, em Washington, para outubro. Os traders, porém, não apostam em grandes evoluções das negociações e, por isso, tampouco em uma volta das compras de soja da China nos EUA. De setembro (2018) a julho (2019), os americanos venderam apenas pouco mais de 10 milhões de toneladas da oleaginosa à nação asiática.
"Esse é um volume tão pequeno que pode ser comparado a números de 2005", explica Mariano, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta quinta-feira.
Mais do que isso, apesar dos problemas climáticos já sofridos e do atrasado conhecido nas lavouras norte-americanas, as condições climáticas esperadas para as próximas semanas também não trazem grandes ameaças e, dessa forma, também limitam o espaço de recuperação das cotações.
MERCADO BRASILEIRO
No Brasil, pela volatilidade de Chicago e pelas baixas consecutivas do dólar, os preços recuaram, mas ainda são mantidos por prêmios fortes. A demanda forte - e as baixas da CBOT - ajudam na manutenção.
Os negócios, porém, são menos intensos nesta semana em relação às anteriores, com essas baixas. Nos portos, os indicativos cederam consideravelmente, recuando entre 1,67% e 1,69% nas principais posições, que agora variam entre R$ 87,50 e R$ 88,50 por saca.
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