Venda devagar no varejo trava negociação de feijões e compradores ofertam até R$10 a menos por saca

Os produtores rurais estão preocupados com a comercialização de feijão travadas nos últimos dias, isso porque as negociações no varejo estão lentas e os compradores estão ofertando até R$ 10,00 a menos por saca. As negociações que estão sendo realizadas são para atender a necessidade imediata do caixa.
De acordo com o Presidente do Instituto Brasileiro do feijão e Pulses (IBRAFE), Marcelo Eduardo Lüders, as compras no varejo continuam muito devagar e as lojas estão vazias. “O mercado do feijão é muito ativo e qualquer diminuição nas vendas já implica na redução de preços. Assim como qualquer aceleração de vendas impacta positivamente”, afirma.
De sexta-feira até nesta segunda-feira não tiveram quase movimentações no mercado do feijão. A grande maioria dos produtores rurais está administrando bem os estoques e não estão correndo atrás de comprador. “Nós estávamos com preços ao redor de R$ 160,00 a R$ 170,00 a saca e com viés de alta e com essa parada apareceram oferta de R$ 150,00 a saca”, comenta.
A secretária de Agricultura e Abastecimento do estado do Paraná (Deral) apontou que a área cultivada com o feijão terá uma redução de 5%. Por outro lado, os vendedores de semente relatam que a redução deve ser menor. “Normalmente, 60% da área cultivada é de feijão preto. Porém, tem uma tendência que diz que a área pode ser maior do que isso e que pode alcançar 65%”, relata.
0 comentário
Arroz cobra do próximo governo crédito mais barato e medidas para recuperar competitividade
Arroz/Cepea: Preços continuam em alta, mas reajustes perdem força no RS
Sovecon reduz previsão de exportação de grãos da Rússia por interrupções no Mar Negro
Royal Rural: Moscou espera retomada das negociações e Chicago retira pequena parte do prêmio de guerra
Paraguai: Milho encerra a safrinha com impasse nos negócios remanescentes, enquanto soja acelera comercialização futura à espera do avanço do plantio
StoneX reduz estimativa de produtividade do milho nos EUA e mantém projeção para soja