Inflação ao consumidor na China permanece alta em dezembro e não deve afetar afrouxamento pelo BC

A inflação ao consumidor na China se estabilizou enquanto os preços nos portões de fábrica recuaram a um ritmo mais lento em dezembro, dando a Pequim espaço para manter o afrouxamento monetário conforme o crescimento econômico esfria.
Alguns investidores estavam preocupados que a inflação ao consumidor, perto de máximas de oito anos, poderia deixar o banco central chinês mais cauteloso sobre os estímulos.
Os preços ao consumidor na China subiram em dezembro 4,5% sobre o ano anterior, mostraram dados da Agência Nacional de Estatísticas nesta quinta-feira, repetindo a taxa de novembro mas abaixo da expectativa de 4,7%.
O avanço foi novamente alimentado pela alta nos preços da carne suína diante da febre suína africana. Entretanto, o núcleo da inflação, que exclui os preços de alimentos e energia, permaneceu fraco.
Em contraste, o índice de preços ao produtor, considerado um indicador da rentabilidade corporativa, caiu 0,5% sobre o ano anterior. Analistas esperavam queda de 0,4%, após deflação de 1,4% em novembro.
A deflação mais lenta deveu-se parcialmente a uma recuperação no petróleo, carvão e outras indústrias de processamento e combustíveis, disse a agência em comunicado.
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