Desempenho do frango (vivo e abatido) na 2ª semana de 2019
O frango abatido completou o primeiro decêndio de 2020 sem, como é praxe nesta época do mês, reagir à chegada dos salários ao mercado. Pelo contrário, na segunda semana do ano enfrentou a queda de preços mais significativa dos últimos 60 dias, retrocedendo a valores que não eram registrados desde novembro.
Mas esse é um comportamento natural em todo mês de janeiro, período de todo exercício em que o consumidor se vê às voltas com as dívidas deixadas pelo Natal e as obrigações financeiras (IPVA, IPTU, material escolar) típicas de todo início de novo ano. Ou seja: sobra menos para as despesas do cotidiano, mesmo as de alimentação. E, neste caso, o problema se agrava ainda mais com a temporária saída do mercado dos que se servem do período para merecido gozo de férias.
Em outras palavras, pois, a redução de quase 3% em relação ao preço inicial de 2020 nada apresenta de anormal, tendo sido bem mais moderada que a de um ano atrás, quando a queda de preços se aproximou dos 5,5%.
Infelizmente, porém, o retrocesso atual tende a prosseguir pelas próximas semanas, só se contando que não será tão grave quanto o de janeiro de 2019. Porque então, em menos de 30 dias, os preços registrados sofreram retrocesso de cerca de 10%.
Essa queda, por sinal, pode afetar também o frango vivo que, até aqui, segue no mesmo compasso de meados de novembro do ano passado, ou seja, com a cotação referencial (base: interior de São Paulo) de R$3,20/kg, mas sujeito a descontos variáveis, conforme as necessidades de vendedor e comprador.
Ao valor referencial atual, o frango vivo completa o primeiro decêndio de 2020 com variação “zero” em relação ao mês anterior e um ganho próximo 15% sobre janeiro de 2019. Já o frango abatido tem um ganho também “zero” sobre dezembro último, mas um incremento de quase 28% sobre o primeiro mês do ano passado.
É interessante notar que, no momento, frente ao incremento anual de, aproximadamente, 15% do frango vivo, o boi em pé registra aumento de cerca de 34% e o suíno vivo de 65%.
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