Pesquisa com fruticultura vai avançar no Piauí
A pesquisa com fruticultura no Piauí vai avançar a partir deste semestre. A Embrapa Meio-Norte acaba de aprovar junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, um projeto para gerar tecnologias e novas cultivares de abacaxi, açaí, goiabeira, pêra e pitaia (fruta exótica de origem da América Central e México), sob irrigação, no bioma caatinga.
O estudo, liderado pelo pesquisador Eugênio Emérito Araújo, será conduzido no município de Conceição do Canindé, a 470 quilômetros de Teresina, no Alto Médio Canindé, e terá duração de dois anos. O orçamento é de R$ 262 mil. As áreas de pesquisa serão consideradas unidades de referência tecnológica. “Espera-se que o impacto econômico na região vá gerar renda e emprego, beneficiando o comércio local”, acredita Araújo.
Doze pesquisadores, todos da Unidade, com formação em irrigação, fisiologia vegetal, ciência do solo, entomologia, fitopatologia e fitotecnia, vão atuar no projeto.
Bioma brasileiro
A Caatinga é o bioma encontrado apenas no Brasil, ocupando uma área de aproximadamente 850.000 metros quadrados, e cerca de 10% do território nacional, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele ocupa parte dos estados da Paraíba, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, no Nordeste e uma área parte do norte de Minas Gerais, no Sudeste.
Ocupando 28,4% da vegetação, no Piauí a caatinga é o bioma predominante em 63 municípios. Há registro de quase mil espécies de animais e 20 gêneros de plantas exclusivos desse bioma. Os registros apontam para 44 espécies de lagartos, quatro de quelônios, três de crocodilos, 47 de anfíbios. Já foram registradas pelo menos 348 espécies de aves, como carcará, anum, jaçanã e gavião turuna entre outros. Espécies como a ararinha-azul e a arara-azul-de-lear, estão ameaçadas de extinção.
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