Soja do Paraguai recebe boas chuvas e garante altas produtividades
As chuvas, que chegaram tarde sobre o Paraguai, agora estão entrando com mais frequencia nas áreas de soja. No começo, a safra indicava que iria ser mais uma jornada de prejuízos. As precipitações falharam em setembro e chegaram devagarinho em outubro. Agora não há o que reclamar. Choveu praticamente o dia todo nesta quarta-feira e as previsões indicam mais chuvaradas nesta quinta.
-- "Uma benção", diz o agricultor Silvio Preuss, que vê a soja encaixando (enchendo os grãos nas vagens) e mostrando uma produtividade esperada entre 65-70 sacas/hectare. As chuvas, portanto, são a salvação da lavoura.
Ano passado não foi assim. A chuva faltou e, pior, Chicago começou a recuar. Os produtores do Paraguai comercializam a soja de olho na Bolsa pois ali não tem a diferença cambial (a compra e a venda é toda feita em dólar). Quando Chicago cai, como está acontecendo, os produtores do Paraguai perdem. Ou seja, são obrigado a entregar mais grãos para compensar o custo dos pacotes.
Mesmo assim há paz e tranquilidade nas terras paraguaias. As chuvas compensam as perdas com altas produtividades.
No meio da soja e debaixo de chuva o produtor rural conta ao Notícias Agrícolas as várias fases de sua vida. Silvio Preuss, nascido em Sta. Catarina, está no Paraguai há 41 anos. Seus pais vieram para o Distrito de Nova Toledo quando tinha 4 anos. O objetivo era desbravar o mato fechado e sobreviver. O tempo passou, a soja chegou e a política paraguaia mudou. Hoje tudo está diferente... Asfalto próximo, internet fácil e respeito com quem produz.
-- "Você pensa em voltar para o Brasil?"
-- "Só pra visitar os parentes. Aqui, pra mim, é tudo de bom", conta Silvio, enquanto vê a chuva molhando sua lavoura de 170 hectares. "Vamos ter lucro neste ano, bom para nós, bom para o Paraguai".
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