FMI diz ser muito cedo para quantificar impacto do coronavírus na economia da China

WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional disse nesta quinta-feira que está monitorando de perto o surto de coronavírus na China, mas é muito cedo para quantificar o impacto econômico potencial do vírus, que já prejudicou o turismo e o comércio por todo o país.
O porta-voz do FMI, Gerry Rice, disse em uma entrevista coletiva regular que o impacto direto na demanda de consumidores e empresas foi mais severo na província de Hubei, epicentro do surto, e que a extensão do impacto depende da rapidez com que o vírus desaparecer.
Rice acrescentou que a China tem espaço fiscal suficiente para sustentar sua economia durante a crise, se necessário, e garantir que famílias e empresas tenham acesso ao crédito.
"Vimos os impactos diretos, principalmente sobre a demanda, pois as pessoas ficaram em casa na China, e o que geralmente é uma temporada movimentada de varejo e turismo praticamente parou", disse Rice. "Ao mesmo tempo, no lado da oferta, houve paradas na produção, atrasos e atritos no transporte e trabalhadores que ficaram em casa."
Rice disse que o surto está tendo um impacto indireto na confiança do mercado e na incerteza dos negócios, o que afetou os mercados de ações e títulos em outros lugares, com os mercados chineses fechados para o feriado do Ano Novo Lunar.
"Qual é o tamanho exato do impacto é difícil dizer neste momento", disse Rice, acrescentando que até agora foi mais severo na província de Hubei, que representa cerca de 4,5% da produção econômica chinesa.
Mas as restrições de transporte podem afetar as vendas e a atividade econômica em toda a China, disse.
0 comentário
Bolsonaro tem prisão domiciliar prorrogada por questões de saúde
Dólar acompanha exterior e cai ante o real em sessão com liquidez menor
Ibovespa avança e fecha acima de 174 mil pontos em pregão com volume reduzido sem Wall St
Taxas de DIs caem no Brasil após dados fracos da indústria em sessão sem os Treasuries
Exportações brasileiras de petróleo, minério de ferro e soja avançam em junho
Governo eleva projeção de superávit comercial do Brasil a US$90 bi em 2026 prevendo exportações mais fortes