Secretaria cita sazonalidade, mas também movimento de grãos atípico na balança

A queda nas exportações de petróleo e grãos, a importação de plataformas de petróleo e uma base inflada em 2019 levaram o saldo da balança comercial brasileira a registrar em janeiro o primeiro déficit em cinco anos.
No mês passado, a diferença entre exportações e importações foi negativa em US$ 1,745 bilhões, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 3, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia.
"O mês de janeiro é sazonalmente baixo, mas esse menor movimento de grãos é atípico. Esperamos embarques de grãos mais fortes nos próximos meses", espera o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior, Herlon Brandão.
Na quinta semana de janeiro, houve ainda a importação de duas plataformas de petróleo, totalizando US$ 2 bilhões. Além disso, contribuiu para o resultado negativo a base mais alta de comparação.
Em janeiro de 2019, houve exportações de plataformas de petróleo no valor de US$ 1,3 bilhão, além de recorde nas vendas de celulose no período (US$ 1 bilhão), o que inflou a base de comparação.
No mês passado, houve queda de 33,2% nas vendas de soja e 41% na de milho, além de recuo de 29,2% na exportação de petróleo cru. Em relação aos grãos, Brandão destacou que, por questões climáticas, houve atraso no plantio e na colheita dos grãos, o que resultou em queda nos embarques.
"A desaceleração da economia mundial e a queda nos preços dos produtos também impactou as exportações brasileiras", avaliou.
Pelo lado da importação, apesar da queda em janeiro (-1,3%), Brandão ponderou que há um aumento de 4,5% em volume, o que denota recuperação da economia brasileira.
Para os próximos meses, o subsecretário acredita que a demanda interna pela soja continuará aquecida, já que é insumo para rebanhos brasileiros e a exportação de carne está crescendo incentivada pela alta nos preços do produto. Isso deverá impactar as exportações de soja.
Já a assinatura de um acordo comercial entre Estados Unidos e China não preocupa Brandão. "Não vejo isso como grande fator que afeta produtos brasileiros", afirmou.
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