Dólar amplia queda ante real com maior apetite por risco global e de olho no Copom

Depois de fechar próximo de 4,26 reais no pregão anterior, o dólar operava em queda acentuada contra o real nesta quarta-feira, em dia marcado pelo impulso no sentimento de risco global devido à redução dos temores sobre o coronavírus.
A epidemia chinesa, que motivou uma disparada recorde do dólar na semana passada, a níveis próximos de 4,30 reais, já não assustava tanto os investidores, que se confortavam com os amplos esforços das autoridades globais para conter a disseminação da doença.
Nesta quarta-feira, notícias sobre possíveis remédios e vacinas contra o vírus também animavam os investidores, embora a Organização Mundial da Saúde tenha descartado a existência de "tratamentos eficazes conhecidos".
"O coronavírus está numa situação estável, ou pelo menos não tão preocupante quanto na semana passada", disse Jefferson Laatus, sócio fundador do grupo Laatus. "O dia por enquanto está tranquilo com a abertura refletindo a tranquilidade dos mercados globais."
O dólar era perdedor em relação a boa parte das divisas arriscadas, caindo ante o peso mexicano, o rand sul-africano e o dólar australiano. Ao mesmo tempo, a moeda norte-americana avançava contra portos seguros, como iene japonês e franco suíço, o que impulsionava o índice do dólar.
No cenário doméstico, a decisão do Copom sobre a política monetária brasileira -- com ampla expectativa de corte da Selic a nova mínima histórica, -- também concentrava as atenções dos investidores.
Às 10:16, o dólar recuava 0,68%, a 4,2293 reais na venda.
Na véspera, o dólar interbancário fechou em alta de 0,22%, a 4,2583 reais na venda.
O dólar futuro de maior liquidez caía 0,34% nesta sessão, a 4,246 reais.
Entre 11:30 e 11:40 desta quarta-feira, o Banco Central ofertará até 13 mil contratos de swap para rolagem do vencimento de abril de 2020.
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