Temores de pandemia levam ações europeias a território de correção

As ações europeias marcaram seu fechamento mais fraco em mais de quatro meses nesta quinta-feira, caindo em território de correção depois que um salto nos casos de coronavírus fora da China aprofundou o medo de uma pandemia economicamente prejudicial.
Investidores normalmente consideram que uma correção em um título ou índice é uma queda de 10% ou mais em relação a seu pico recente.
O índice FTSEurofirst 300 caiu 3,63%, a 1.520 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 3,75%, a 389 pontos, recuando mais de 10% ante sua máxima recorde tocada em 19 de fevereiro.
Embora os balanços fortes tenham levado os investidores a interromper as vendas na quarta-feira, um aumento nas infecções fora da China, particularmente na Itália, fez os mercados voltarem a operar no vermelho.
"A partir do otimismo inabalável observado no início do ano, os investidores fizeram uma inversão completa de marcha, do otimismo excessivo para pessimismo generalizado em menos de uma semana", disse Michael Hewson, analista de mercado da CMC Markets.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 3,49%, a 6.796 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 3,19%, a 12.367 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 3,32%, a 5.495 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,66%, a 22.799 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 3,55%, a 8.985 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 3,10%, a 4.952 pontos.
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