Teto de gastos reduz risco, afeta juros estruturais e estimula economia, defende time de Guedes

Por Marcela Ayres
BRASÍLIA (Reuters) - Diante de debates cada vez mais intensos sobre eventual flexibilização do teto de gastos para permitir o aumento dos investimentos públicos, o Ministério da Economia defendeu nesta quarta-feira a manutenção do mecanismo, afirmando que ele possibilita a redução do risco, o que tem impacto estrutural nos juros, estimulando a economia.
Esta foi a mensagem da Secretaria de Política Econômica, que reconheceu os impactos para a atividade econômica da disseminação do coronavírus, bem como do recuo recente do petróleo, mas reafirmou o apelo pela realização de reformas como resposta ao ambiente mais desafiador.
"Estamos monitorando de perto os desdobramentos do Covid-19 e a recente queda no preço do petróleo e reafirmamos que a melhor resposta ao novo cenário é perseverar com as reformas fiscais e estruturais", disse a SPE, em nota.
A mensagem veio após a secretaria ter cortado a projeção de crescimento econômico neste ano a 2,1%, ante patamar de 2,4% calculado em janeiro e um percentual de 2,3% na Lei Orçamentária Anual aprovada pelo Congresso, cujos parâmetros seguem vigentes.
A SPE frisou que o coronavírus poderá representar diversos choques negativos sobre a atividade econômica global.
"De produtividade, devido a quebras de cadeia produtiva e possíveis limitações promovidas pela doença ao trabalho; choque de demanda resultante na queda de PIB mundial; choque nos preços de commodities; choques nas condições financeiras, limitando o crédito", afirmou.
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