Rússia admite limitar exportações de alimentos, mas não vê déficit de grãos

A Rússia poderá limitar as exportações de alguns produtos alimentícios caso a pandemia de coronavírus resulte em escassez, disseram nesta terça-feira autoridades do país, acrescentando, porém, que o mercado agrícola doméstico permanece estável e que não é esperado um déficit de grãos.
Os embarques de grãos da Rússia, maior exportadora de trigo do mundo, dispararam na semana passada, diante do enfraquecimento do rublo em relação ao dólar. A moeda russa atingiu uma mínima de quatro anos frente à divisa norte-americana.
"Em geral, há na Rússia estoque suficiente de produtos agrícolas e alimentícios, incluindo de grãos", disse o ministro da Agricultura russo, Dmitry Patrushev, em uma reunião com importantes autoridades do governo, entre elas o presidente Vladimir Putin.
"Nós não esperamos qualquer déficit até a chegada da nova safra", acrescentou.
"Estamos preparados para impor restrições à exportação de produtos alimentícios essenciais se uma escassez ocorrer... Mas hoje... não vemos essa necessidade", afirmou o vice-primeiro-ministro do país, Andrei Belousov, na mesma ocasião.
A Rússia já registou 114 casos de coronavírus e nenhuma morte pela doença.
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