Soja: Referência nos portos do Brasil em R$ 95/sc com dólar acima dos R$ 5,15

As baixas se amenizaram e os futuros da soja já voltam a operar bem próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago na tarde desta quarta-feira (18). Por volta de 14h10 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam apenas pouco mais de 1 ponto nos principais vencimentos, com exceção do setembro/20, que perde 1,50 para ser cotado a US$ 8,36 por bushel.
Ainda assim, segue o suporte dos preços no mercado brasileiro em função do dólar. Na tarde de hoje, a moeda americana subia mais de 3% para ser negociada a R$ 5,16, depois de bater nos R$ 5,20, e se mantém como o mais importante pilar da formação dos valores da soja nacional. A referência nos portos, para esta quarta, é de R$ 95,00 por saca.
O avanço do dólar ainda reflete a intensa aversão ao risco e uma corrida dos investidores, diante do atual cenário, para ativos mais seguros. O petróleo, no mesmo caminho da aversão, registra perdas de quase 20% no WTI na Bolsa de Chicago, com o barril valendo pouco mais de US$ 22,00.
A recuperação da soja foi frágil e segue na contramão da continuidade das perdas entre as demais commodities, como o próprio milho, que perde mais de 1% nesta manhã de quarta-feira.
"A soja é praticamente o unico em terroritorio positivo. Após dia de certo alívio ontem, os mercados hoje voltaram a operar em baixa, seja entre as commodities, como o petróleo e bolsas na Europa e Ásia", explica o consultor de mercado Steve Cachia, da AgroCulte e Cerealpar.
Mais do que isso, Cachia explica ainda a pouca consistência da retomada dos preços da soja no mercado futuro norte-americano se dá ainda pela continuidade da China ausente com novas compras nos EUA. E até que isso aconteça, a pressão sobre a commodity continua.
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