Inflação na zona do euro começa a desacelerar com medidas contra coronavírus

BRUXELAS/FRANKFURT (Reuters) - A inflação na zona do euro desacelerou com força este mês com a queda nos preços do petróleo, sinalizando o início de uma possível espiral desinflacionária uma vez que as contenções em resposta ao coronavírus provocam um dramático enfraquecimento da atividade econômica.
A inflação nos 19 países que usam o euro caiu a 0,7% de 1,2% em fevereiro sobre o ano anterior, informou a Eurostat nesta terça-feira, abaixo da expectativa de 0,8%.
Mas o dado, que muitos economistas preveem que vai cair a território negativo antes do meio do ano, também mascara tendências opostas que podem preocupar as famílias: preços dos alimentos muito mais altos e queda nos custos de energia.
Com o petróleo tipo Brent recuando dois terços desde o início do ano devido à guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita, os custos da energia caíram mais de 4% na comparação com o ano anterior.
Mas a inflação dos alimentos acelerou a 3,5% de 2,6%, ampliando a alta que deve ser agravada pelas medidas de contenção que podem dificultar que os alimentos cheguem ao consumidor.
Em um provável sinal de problemas mais profundos, o núcleo da inflação também caiu. A medida que exclui alimentos e energia teve alta de 1,2% em termos anuais, como esperado, de 1,3% em fevereiro.
(Reportagem de Jan Strupczewski e Balazs Koranyi)
0 comentário
Quaest: desconfiança no STF supera confiança pela 1ª vez na série histórica
EUA abrem novas investigações sobre comércio desleal para aumentar pressão tarifária de Trump
Na CNN: Toffoli se declara suspeito e deixa relatoria de CPI do Banco Master
Dólar fecha estável no Brasil com guerra ainda no foco
Ibovespa avança com apoio da Petrobras; Raízen recua quase 6%
Petrobras vende diesel em leilão no RS por até R$1,78/litro acima de seu preço