Preços do petróleo saltam 10% após Trump falar que prevê acordo entre Rússia e sauditas

Por Julia Payne
LONDRES (Reuters) - Os preços do petróleo saltavam cerca de 10% nesta quinta-feira, depois que o presidente norte-americano Donald Trump disse que espera que Arábia Saudita e Rússia cheguem a um acordo em breve para encerrar a disputa entre os dois países pelo mercado de petróleo.
O petróleo Brent subia 2,39 dólar, ou 9,66%, a 27,13 dólares por barril, às 8:33 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 1,9 dólar, ou 9,35%, a 22,21 dólares por barril.
Trump afirmou que conversou recentemente com os líderes da Rússia e da Arábia Saudita e que acredita que os países chegarão a um acordo para encerrar sua guerra de preços pelo mercado de petróleo "em poucos dias", reduzindo a produção para apoiar as cotações.
Trump também disse que convidou executivos da indústria de petróleo à Casa Branca para discutir meios de ajudar o setor, prejudicado pela queda da demanda por energia em meio à pandemia de coronavírus e pela guerra de preços entre russos e sauditas.
"Os preços do petróleo estão vendo seus maiores ganhos em duas semanas nesta manhã. Há dois fatores chave... mas nenhum deles, no entanto, é suficiente para salvar os preços de novas quedas", disse o chefe de mercados de petróleo na Rystad, Bjornar Tonhaugen, em nota.
"Primeiro, a diplomacia do petróleo dos EUA e seus esforços em relação à Arábia Saudita e à Rússia... a segunda grande notícia guiando o sentimento positivo envolve rumores de que a China irá acelerar compras de petróleo para suas reservas estratégicas."
0 comentário
Ataque russo a navio de grãos na costa de Odessa, na Ucrânia, mata dez pessoas
Wall Street abre em alta com recuperação de chips antes de balanços de megacaps
Ibovespa abre em leve alta de olho no Oriente Médio
Taxas dos DIs têm altas leves; rendimentos dos Treasuries sobem
Exportações do Brasil para o Golfo crescem 1,25% em junho e sinalizam retomada
ApexBrasil anuncia plano de R$ 130 milhões para diversificar exportações após decisão dos EUA sobre a Seção 301