FAO: preço da carne de frango mantém-se estável no comércio internacional
Demonstrando os efeitos da pandemia da Covid-19 no mercado mundial, o Índice FAO de Preços dos Alimentos (FPPI na sigla em inglês) apresentou em março passado um dos maiores índices de declínio mensal de todos os tempos: queda de 4,32% em relação a fevereiro, resultado que – conforme a FAO – foi puxado principalmente pelos óleos vegetais e açúcar, mas foi acompanhado (embora em menor escala) por outros subíndices.
O preço das carnes, por exemplo, embora ainda 7% superior ao de um ano atrás, recuou pouco mais de meio por cento de fevereiro para março, influenciado sobretudo pelas carnes bovina (-2,05%) e ovina (-7,71%). Um reflexo – conforme o relatório divulgado – da grande disponibilidade dos dois produtos, especialmente os provenientes da Oceania, cujos produtores descarregaram os estoques de rebanhos mais cedo do que o previsto. Isto, ao mesmo tempo que as importações encolheram frente aos gargalos logísticos generalizadamente observados.
Quem permaneceu com preços ascendentes foi a carne suína, que registrou aumento de 2,62% e de 26,18% em relação a março de 2019. Neste caso, um índice significativamente superior aos obtidos pelas carnes bovina e de frango que, em 12 meses, registram variação de preço de 1,32% e 2,01%, respectivamente.
Mas, voltando a março passado e abordando especificamente a carne de frango, esta manteve estabilidade que, na verdade, se mantém há pelos quatro anos. Ou seja: registrou em março passado 163 pontos, valor que, coincidentemente, corresponde à média registrada entre abril de 2016 e março de 2020. O detalhe, aqui, é que as variações máximas observadas nesses 48 meses ficaram 7% abaixo ou acima dessa média.
Confirmando tal estabilidade, a FAO observa que decorre da suficiente disponibilidade do produto frente à demanda das importações. Mas sinaliza que – diante dos problemas logísticos enfrentados – as exportações começam a dar sinais de desaceleração.
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