Forte alta nos preços dos lácteos no atacado, mas incertezas com relação a demanda preocupam o setor
No mercado atacadista, considerando a média de todos os produtos pesquisados pela Scot Consultoria, os preços dos lácteos apresentaram alta de 0,8% na segunda quinzena de março, frente a primeira metade do mês. Na comparação mensal o incremento foi de 1,3%.
A menor disponibilidade de matéria-prima no campo e a “corrida” do mercado varejista para repor seus estoques, que já vinham regulados, devido a pandemia do coronavírus, fizeram os preços subirem.
O leite longa vida (UHT) foi o que teve maior valorização no período. Lembrando que este produto vinha apresentando estabilidade a ligeira queda nos últimos meses. A cotação do UHT teve alta de 7,0% na comparação com a primeira metade do mês e valorização de 9,5% na comparação mensal.
Foram registradas altas também para o queijo muçarela, queijo parmesão, requeijão e manteiga.
Para abril, os preços dos lácteos poderão se manter estáveis ou apresentar uma certa acomodação, em função da queda na demanda em alguns segmentos, em função da pandemia de coronavírus.
A cadeia produtiva do queijo é uma das mais afetadas, visto que 30,0% da produção nacional de queijos é destinada para restaurantes e food service (dados da Associação Brasileira das Indústrias de Queijos – Abiq).
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