Adubação tradicional do plantio de batata pode causar prejuízos a produtor e ao meio ambiente
Recentemente uma pesquisa realizada pela UNESP Botucatu, Grupo Dzierwa e Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná) colocou em dúvida o modelo histórico de adubação da cultura da batata. Experimentos em áreas comerciais produtoras de batata na região de Contenda mostraram que a tradicional aplicação de doses maciças de 3 a 4 t/ha da fórmula NPK 4-14-8 no plantio da batata aumenta os custos de produção, diminui a produtividade de tubérculos e reduz a lucratividade do cultivo.
Segundo Renato Yagi, pesquisador do IDR-Paraná, nesses experimentos foram calculadas perdas médias de cerca de R$ 4.000/ha, com o uso de 3 t/ha de NPK 4-14-8 em relação a outra fórmula NPK mais compatível com as exigências nutricionais iniciais da cultura.
Além de ineficiente, a adubação tradicional do plantio da cultura da batata também traz grandes prejuízos ao meio ambiente. O professor Rogério Peres Soratto, da UNESP de Botucatu, afirma que o grande desperdício de nutrientes, via adubação tradicional na cultura da batata, também pode resultar em contaminação de rios e lençóis freáticos com potássio e nitrogênio na forma de nitrato, que é potencialmente cancerígeno ao ser humano. Além disso, segundo o professor, a adubação NPK tradicional que vem sendo utilizada há longo tempo na cultura da batata também limita a resposta da cultura ao fósforo aplicado, um nutriente com reservas finitas no mundo.
O pesquisador Renato Yagi acrescenta que é importante que os produtores conheçam a fertilidade do solo e as exigências nutricionais da cultivar plantada. Só assim será possível manter a competitividade e lucratividade do cultivo da batata. Essa preocupação é especialmente importante em períodos de baixos preços pagos ao produtor que vêm ocorrendo nos últimos anos. Os resultados da pesquisa estão sendo publicados na forma de artigos científicos e publicações, como a Revista Batata Show,da Associação Brasileira da Batata
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