Carne de frango: no mix exportado só os cortes asseguram o aumento da receita cambial
No primeiro quadrimestre de 2020, a receita cambial brasileira obtida com a carne de frango registrou incremento de cerca de meio por cento em relação aos mesmos quatro meses de 2019. Mas esse aumento contou com a participação, exclusivamente, dos cortes de frango. Porque a receita dos outros três itens exportados refluiu.
Analisando-se, inicialmente, o volume embarcado no período, constata-se que somente os industrializados registraram redução de volume (de pouco mais de 11%). Portanto, contribuíram para o aumento de pouco mais de 5% até aqui registrado o frango inteiro (meio por cento a mais), a carne salgada (+2,15%) e, principalmente, os cortes (quase 8% de acréscimo).
Em termos de preço, porém, os quatro itens registram retrocesso, o maior deles da carne salgada, cujo preço médio no quadrimestre ficou perto de um quarto aquém do registrado no mesmo período do ano passado. Os outros três itens sofreram redução menor (de 2,79% o frango inteiro; de 3,14% os cortes; e de 6,37% os industrializados), amplamente compensada para o exportador pela alta valorização do dólar neste ano.
Como resultado, o pequeno aumento de receita obtido no período (pouco mais de meio por cento) teve como contribuinte apenas os cortes de frango (+4,38%). O menor recuo, neste caso, foi na receita do frango inteiro, que retrocedeu 2,27%. A receita dos industrializados caiu perto de 17% e a da carne salgada quase 23%.
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