China paga menos pela carne bovina brasileira e sinaliza que não deve comprar além da atual demanda
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Entrevista com Caio Toledo Godoy - Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone sobre o Mercado do Boi Gordo
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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Consultor em Gerenciamento de Riscos da INTL FCStone, Caio Toledo, destacou que o mercado o boi está divido em atender as demandas externas e internas. “Algumas indústrias pagam pelos os animais com padrão exportação acima de R$ 200,00/@. Também temos o animal convencional com mais idade que acaba sendo destinado ao consumo interno”, relatou.
As expectativas para este ano é que a demanda interna e externa devem ter movimentos diferentes. “Podemos ter um aumento do spread entre o animal convencional e o animal com perfil exportação. Se o mercado interno continuar com ritmo lento, devemos ter preços depreciados frente ao boi china”, apontou Toledo.
Com relação aos abates de animais, o consultor ressalta que a participação de boi china era muito maior do que os animais convencionais nos dois últimos meses. “Hoje, essa média tem mostrado uma entrada maior dos animais comuns após a reabertura de alguns frigoríficos”, disse.
Com o clima comprometendo as pastagens, o consultor salienta que pode interferir na formação de preços da arroba. “Nós podemos ter um volume de animais para o abate nos próximos dias, ou então, os pecuaristas adotando alternativas de suplementar os animais para abater em outro momento”, afirmou.
As compras chinesas estão mais voltadas para os cortes dianteiros e o consumidor brasileiro tem procurado por proteínas mais baratas. “As incertezas na economia levam a população a comprar por produtos mais baratos, por isso observamos que o consumo dos ovos aumentou muito nesta quarentena”, comentou.
Do lado das exportações, os compradores chineses reduziram os valores pagos pela a tonelada da carne bovina in natura. “Nós acompanhamos que o preço do porco está recuando na China, porém os números de casos de peste suína seguem aumentando na potência asiática”, pontua.
1 comentário
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Luciano Vasconcellos The Woodlands
Como é??? China paga menos? Nós não deveríamos cobrar mais? Não deveríamos parar exportação de grãos e beneficiar-los aqui no Brasil? Exportar somente o produto final? Gerar empregos e riquezas em nosso solo. Como no algodão, exportamos pluma e os empregos e rendas que fabricariam fios, tecidos e confecções. Imaginem Brasil, EUA e Argentina dando um chega para lá na China na venda de soja. Brasil e EUA outro empurrão segurando o algodão em pluma. Não é tão difícil, mas não entendo porquê não acontece.
Sr. Luciano, sem uma reforma tributária que não puna a industria brasileira de transformação, não há como industrializar aqui... Outra coisa, o Brasil só vai se tornar competitivo quando não houver punição para quem dá emprego, começando com a extinção da inJustiça do Trabalho ( única no mundo ) que consome em torno de R$-30 bilhões dos impostos.
Sem dúvida. Meu comentário se alongaria muito caso propusesse as medidas necessárias. Mas o valor agregado seria suficiente para cobrir os incentivos necessários. E o emprego, necessidade básica de um País, permitiria o aumento do consumo. Quando falo de união com outros países é para conseguir melhores preços, taxar de comum acordo exportações de matérias-primas. Quanto a justiça do trabalho e eleitoral, repetindo comentário de outro, são jabuticabas. Só existem no Brasil. Assim como leis específicas para grupos. Matar é crime, mas matar uma mulher ê mais crime.
Enfim muito para consertar. E acabei fugindo do assunto.
EU ACHO QUE COM O DOLAR PERTO DE 6 A INDUSTRIA BRASILEIRA VAI ALÇAR VOO---