Escoamento de grãos pelo Arco Norte do Brasil deve crescer 13% em 2020, diz Pró-Logística

SÃO PAULO (Reuters) - O escoamento de grãos pelos portos do Arco Norte do país deve crescer 13% neste ano, para 42 milhões de toneladas, estimou nesta quarta-feira o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira.
Segundo o executivo do movimento, que é ligado à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), no ano passado o Arco Norte foi rota de exportação de 37,2 milhões de toneladas.
"O avanço é fruto de muitos investimentos nos portos da região e contribui para reduzir um gargalo logístico do país, que ainda é grande", afirmou durante participação em videoconferência.
Ele disse que a exportação brasileira do complexo soja está estimada em 104 milhões de toneladas neste ano.
Para Ferreira, o Brasil tem alcançado resultados expressivos nos embarques para o mercado internacional, porém ainda perde em competitividade para seus concorrentes que também exportam grãos devido ao custo para deslocamento da safra, que é majoritariamente via modal rodoviário.
"Nosso custo total para levar uma soja de Sorriso (MT) a Xangai, na China, é de 101 dólares por tonelada; o (agricultor) americano gasta 56 dólares", comparou.
Com base neste cálculo, ele defendeu maiores investimentos na malha ferroviária do país.
Na mesma linha, o diretor institucional da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), Edinho Bez, afirmou que, após a pandemia do coronavírus, a infraestrutura e logística são segmentos que devem ser tratados pelo governo como essenciais.
"Só assim teremos a confiança e motivação dos empresários, produtores e investidores (no país)", disse.
(Por Nayara Figueiredo)
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