PF inidicia Geraldo Alckmin mais 2 pessoas ligadas ao PSDB por corrupção e lavagem de dinheiro
BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal indiciou o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e mais duas pessoas pelos crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro no âmbito da operação Lava Jato.
Em entrevista à CNN Brasil, Alckmin negou irregularidades e disse ter a "consciência absolutamente tranquila". Argumentou ter 40 anos de vida pública, período ao longo do qual não ampliou seu patrimônio.
"Quem está na vida pública tem o dever de prestar contas cotidianamente, embora eu não tenha sido ouvido, sequer ouvido, mas vou prestar contas", disse.
"Tanto em 2010, 2014, agora em 2018, foram rigorosamente dentro da lei", defendeu.
O ex-governador lembrou que foi prefeito, deputado federal, vice-governador e chefe do Executivo estadual, e que abriu mão de regalias a que teria direto, caso da aposentadoria parlamentar.
"Meu patrimônio é igualzinho, até menor, não recebo um centavo de dinheiro público."
"Procurei agir com rigor absoluto, com uma austeridade total, vida pessoal extremamente simples e vou prestar contas, as minhas campanhas foram modestas", disse, acrescentando que no caso de 2010 e 2014 os recursos arrecadados para a campanha não foram gastos em sua totalidade.
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