Tensões EUA-China e preocupações sobre vírus pressionam índices acionários europeus

As ações europeias registraram sua maior queda diária em um mês nesta sexta-feira, uma vez que o sentimento global azedou depois que Pequim ordenou aos Estados Unidos que fechem seu consulado em uma cidade chinesa em retaliação a uma ação semelhante de Washington.
Com todos os setores tendo operado no vermelho, as ações de tecnologia, como da SAP e da ASML, lideraram as perdas após uma liquidação em seus pares dos Estados Unidos.
Às 13:32 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 caía 1,74%, a 1.430 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdia 1,7%, a 367 pontos.
O índice de referência registrou perda semanal pela primeira vez em quatro semanas. O aumento de casos globais de Covid-19 também pesava sobre o sentimento, uma vez que os investidores preocupavam-se com as medidas de contenção que poderiam reverter uma recuperação na atividade empresarial.
Dados de PMI desta sexta-feira mostraram que o setor manufatureiro da Alemanha evitou uma contração pela primeira vez em 19 meses em julho, enquanto dados da zona do euro mostraram que a atividade empresarial do bloco voltou a crescer.
"O forte aumento no PMI Composto da zona do euro é um sinal encorajador de que a recuperação econômica continuou em um ritmo decente no início do terceiro trimestre", disse Jack Allen-Reynolds, economista sênior para a Europa na Capital Economics.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,41%, a 6.123 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 2,02%, a 12.838 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 1,54%, a 4.956 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,85%, a 20.075 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 1,22%, a 7.294 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 1,02%, a 4.492 pontos.
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