Mourão volta a defender imposto sobre operações financeiras para compensar desoneração

O vice-presidente Hamilton Mourão voltou a defender, nesta quarta-feira, uma discussão sobre um novo tributo sobre operações financeiras no modelo da antiga CPMF para compensar a desoneração da folha de pagamento das empresas, mas admite que caberá ao Congresso decidir sobre o tema.
"Essa discussão sobre o imposto sobre impostos financeiros está muito ligada a uma substituição. Se você desonrar a folha de pagamento das empresas, que seria uma forma de abrir espaços para contratações, então eles teriam que dar uma compensação", disse Mourão em entrevista ao vivo pela internet ao jornal Diário de Pernambuco.
O novo tributo é defendido pelo Ministério da Economia, mas não foi incluído na parte da proposta de reforma tributária entregue no congresso pelo ministro Paulo Guedes na semana passada, uma vez que não é bem visto pelos parlamentares.
Mais para frente, uma equipe econômica planeja avançar com outras alternativas de mudanças tributárias e nesse cenário, se houver uma possibilidade de um imposto sobre taxas financeiras relacionadas à desoneração da folha de pagamento das empresas.
Mourão vem associado à equipe econômica e defende que não pode evitar o debate, que deve ser feito no Congresso. O vice-presidente afirmou que a carga tributária no Brasil é elevada e se destina atualmente a sustentar "um Estado extremamente obeso".
O vice-presidente descreveu o sistema tributário brasileiro como "complexo e caro", mas disse que no momento não é possível reduzir a carga e por isso é necessário discutir alternativas, sendo que o Congresso Nacional terá uma palavra final.
"A discussão está em torno desse imposto, que não é novidade, mas como eu já disse, tudo passa pelo Congresso. O Congresso será o local onde essa questão será debatida", afirmou.
BOLSONARO COMPETITIVO
Na mesma entrevista, Mourão também afirmou que o presidente Jair Bolsonaro deve chegar às eleições presidenciais de 2022 "extremamente competitivo" e que seria o ideal seria o presidente cumprisse dois mandatos.
De acordo com o vice-presidente, o governo federal precisa resolver dois problemas: solucionar o déficit fiscal e avançar nas questões de segurança pública, saúde e educação para as próximas eleições, não haverá retorno a uma "visão anterior".
"Julgo que o trabalho que o presidente Jair Bolsonaro vem realizando atinge bons frutos e chega em 2022 extremamente competitivo", afirmou Mourão.
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