Desempenho exportador das carnes na primeira quinzena de agosto
Como se previa, os números relativos às exportações de carnes da segunda semana de agosto (9 a 15) foram bem mais moderados que os da semana anterior. Mas não porque os embarques tenham sofrido refluxo e, sim, porque os dados da semana inicial do mês foram inflados por embarques não contabilizados do mês anterior.
Dessa forma, embora os embarques de carne de frango venham apresentando evolução positiva no mês, voltaram - como tem acontecido há algum tempo – a apresentar redução na receita cambial, algo que não tem ocorrido com as carnes bovina e suína e que, muito pelo contrário, continuam apresentando significativos índices de expansão tanto em volume como na receita cambial.
Considerada a média atual dos embarques diários, as exportações de carne suína do mês podem quase dobrar, ficando em torno das 95 mil toneladas. As de carne bovina tendem a aumentar pelo menos um quarto, alcançando as 170 mil toneladas. Já as de carne de frango sinalizam incremento de 13%, o que significaria chegarem às 380 mil toneladas.
Mas como a média diária atual ainda sofre ligeira distorção (devida ao artificialismo dos dados da primeira semana) é certo que, ao final do mês, os totais exportados sejam inferiores aos ora projetados.
Por ora, a única carne com chance de ficar mais próxima do total projetado neste momento é a carne bovina, cujo volume deve superar as 160 mil toneladas. Já as carnes suína e de frango tendem a ficar abaixo, respectivamente, das 80 mil toneladas e das 330 mil toneladas. A conferir.
0 comentário
Surto de Newcastle ameaça 6 mil perus e fecha mercados internacionais; Sinergia Animal cobra transparência sobre destino das aves
Novo foco de Doença de Newcastle é identificado em SC, diz ministério
Novo foco da doença de Newcastle é identificado em Coronel Freitas (SC)
Frango/Cepea: Caso de Newcastle preocupa, mas mercado segue estável
Ovos/Cepea: Demanda enfraquecida pressiona cotações
Newcastle pode pressionar preços do frango em 2027, mas maior risco econômico está concentrado em Santa Catarina, avalia Itaú BBA