Bolsonaro reconhece dificuldade para privatizar, mas diz que governo insiste em venda de ativos

O presidente Jair Bolsonaro reiterou nesta quinta-feira que não cogita privatizar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal em sua gestão, mas disse que, tirando poucas exceções, o governo pretende repassar a maioria dos serviços para a iniciativa privada.
Em transmissão por redes sociais ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães, Bolsonaro disse que tudo aquilo que a iniciativa privada "pode fazer por nós vamos abrir mão", mas reconheceu que qualquer privatização não é fácil.
"No meu governo também, só esses três (Casa da Moeda, BB e Caixa não serão privatizadas), o restante... Não é fácil, qualquer privatização é demorada, não justifica a grande mídia falar que estou segurando, governo está segurando as privatizações", disse.
"Entendemos que tudo aquilo que a iniciativa privada pode fazer, a gente vai abrir mão disso aí, esse é o nosso pensamento", completou.
Apesar das declarações, o ambicioso plano de privatizações do governo patina após mais de um ano e meio de gestão, o que levou, recentemente, o secretário específico para essa área do Ministério da Economia, Sallim Mattar, a pedir demissão.
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