IAC produz cerca de 500 toneladas de sementes genéticas por ano
Em Campinas, na Fazenda Santa Elisa do Instituto Agronômico (IAC), nasce boa parte das sementes de diversas culturas que formam os campos em diferentes estados brasileiros. O IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, produz as sementes genéticas das cultivares de plantas agrícolas desenvolvidas no Instituto, como arroz, feijão, trigo, milho, milho-pipoca, triticale, aveia, amendoim e tantas outras e as transfere para os setores de produção.
O caminho que leva a ciência e a tecnologia aos campos e as traz de volta às cidades na forma de produtos e serviços é pavimentado por competência científica e investimentos no setor de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Ano a ano, o Instituto produz cerca de 500 toneladas de sementes genéticas. "Embora este número pareça baixo, o resultado final é grande porque a semente genética ainda será multiplicada outras cinco vezes; entregamos a primeira geração às empresas de multiplicação e estas vão multiplicar e repassar aos agricultores", explica Alisson Fernando Chiorato, pesquisador do IAC, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA).
O Núcleo de Produção de Sementes do IAC é responsável por produzir a semente genética exatamente com as mesmas qualidades obtidas nas pesquisas de melhoramento de cada cultura. Na Unidade também há espaço para organização de sacarias de papel e de ráfia, usadas para embalar os produtos, e atendimento ao público.
A semente genética é considerada pelos especialistas como condição para obter bom desempenho na agricultura. Ela carrega as características agronômicas alcançadas por meio da pesquisa e garantem ao agricultor a identidade do material que vai a campo. Sem essa garantia que somente a semente genética proporciona, o agricultor corre o risco de perder os investimentos feitos na instalação da lavoura.
O IAC mantém a produção de sementes genéticas em pleno funcionamento, alinhada as diretrizes colocadas pela legislação brasileira o que garante maior eficiência produtiva. O objetivo é repassar à sociedade os produtos resultantes da ciência agronômica conduzida no Instituto.
Dentre as sementes produzidas estão cerca de 16 espécies, totalizando uma média de 45 cultivares desenvolvidas pelo IAC. A seleção do material que vai para a produção de sementes passa, sobretudo, pelo critério de aceitabilidade demonstrada pelo setor agrícola. "Dependendo da aceitabilidade, direcionamos o trabalho de melhoramento genético na atividade de pesquisa ou, se for o caso, consideramos a possibilidade de excluir o material do mercado", afirma Chiorato. A produção de sementes genéticas das cultivares IAC, ocorre de acordo com a demanda dos agricultores.
0 comentário
Entidades arrozeiras articulam medidas conjuntas para enfrentar crise da cadeia orizícola gaúcha
Tradings compram arroz em casca a R$ 62 e dão andamento ao escoamento da safra passada
Getap lança premiação nacional para o sorgo e abre inscrições em meio à forte expansão da cultura no Brasil
Arroz/Cepea: Aumento pontual da demanda sustenta valor
Oferta restrita e atraso na colheita sustentam alta do feijão em janeiro, aponta indicador Cepea/CNA
Reunião da Câmara Setorial do Arroz vai buscar alternativas práticas para crise do setor