Milho na B3 recebe força do dólar à caminho da 6ª alta seguida

Os preços futuros do milho ganharam força e passaram a subir na Bolsa Brasileira (B3) nesta quinta-feira (01). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 0,07% e 1,02% por volta das 12h00 (horário de Brasília).
O vencimento novembro/20 era cotado à R$ 66,85 com ganho de 0,60%, o janeiro/21 valia R$ 66,85 com alta de 0,07%, o março/21 era negociado por R$ 66,95 com elevação de 0,75% e o maio/21 tinha valor de R$ 63,49 com valorização de 1,02%.
O dólar também recuperou a força ante ao real nas movimentações cambiais e serviu de sustentação aos contratos do cereal. Por volta das 12h07 (horário de Brasília), a moeda americana valia R$ 5,64 com alta de 0,57%.
De acordo com a Agrifatto Consultoria, as altas do milho em Chicago também influenciaram as movimentações dentro do Brasil, com a B3 fechando a quarta-feira em alta pelo quinto dia consecutivo.
Mercado Externo
A Bolsa de Chicago (CBOT) se manteve altista para os preços internacionais do milho futuro nesta quinta-feira. As principais cotações registravam movimentações positivas entre 3,75 e 4,75 pontos por volta das 11h53 (horário de Brasília).
O vencimento dezembro/20 era cotado à US$ 3,83 com valorização de 4,75 pontos, o março/21 valia US$ 3,92 com ganho de 4,50 pontos, o maio/21 era negociado por US$ 3,97 com elevação de 4,25 pontos e o julho/21 tinha valor de US$ 4,01 com alta de 3,75 pontos.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho enfrentam um teste interessante à medida que a semana termina. “O foco dos traders permanecerá no relatório semi-chocante de estoques do USDA de ontem, ou a pressão da colheita voltará ao primeiro plano?”, questiona a publicação.
Ainda nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório de exportações semanais apontando que exportadores dos Estados Unidos venderam 2,027 milhões de toneladas de milho da safra 2020/21 . O volume é 5,23% menor do que o reportado para a mesma temporada na semana anterior.
Os analistas de mercado esperavam números entre 800.100 e 1,399 milhão de toneladas e essa boa dose de dados de exportação pode ajudar a sustentar o momento atual, afirma a analista Jacqueline Holland.
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