Indústria do Brasil cresce pelo 4º mês em agosto, mas ainda está a 2,6% do nível pré-pandemia

A produção da indústria do Brasil seguiu em recuperação em agosto, chegando ao quarto mês seguido de ganhos, mas ainda encontra dificuldades para revisitar o nível anterior à pandemia de coronavírus.
O mês de agosto registrou um avanço de 3,2% na produção industrial em relação ao mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar desse resultado positivo, que ficou praticamente em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 3,4%, o setor ainda está 2,6% abaixo do patamar de fevereiro, período pré-pandemia, uma vez que o impacto das medidas de isolamento foi de grande dimensão.
Entre março e abril, início da pandemia de Covid-19, a produção industrial caiu ao menor patamar da série e ainda não conseguiu recuperar as perdas de 27% acumuladas nesse período.
Embora o quarto resultado mensal seguido positivo da indústria reforce o cenário de retomada também da economia mais ampla, em relação ao mesmo mês de 2019, houve recuo de 2,7% na produção industrial, décimo resultado negativo que assinala que o caminho a percorrer ainda é longo.
A expectativa era de uma queda de 2,2% nessa base de comparação.
Nos oito primeiros meses deste ano, a produção da indústria brasileira acumula queda de 8,6%.
O resultado de agosto tem perfil positivo disseminado devido ao aumento do ritmo produtivo, com todas as grandes categorias econômicas apresentando ganhos, segundo o IBGE.
O destaque ficou para o aumento de 18,5% na produção de Bens de Consumo Duráveis em agosto sobre julho, embora o segmento ainda se encontre 3,0% abaixo do patamar de fevereiro.
A fabricação de Bens de Capital cresceu 2,4% e a de Bens Intermediários apresentou ganhos de 2,3%, enquanto os Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis subiram 0,6%.
Entre as atividades pesquisas, a principal influência positiva foi a de veículos automotores, reboques e carrocerias, cuja produção avançou 19,2% em agosto, impulsionada, em grande medida, pela continuidade do retorno à produção após a interrupção decorrente da pandemia.
O setor acumulou expansão de 901,6% em quatro meses consecutivos de crescimento na produção, mas ainda está 22,4% abaixo do patamar de fevereiro último, destacou o IBGE.
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