Projeção do Focus para PIB de 2020 passa de -5,04% para -5,02%

Os economistas do mercado financeiro alteraram levemente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia este ano passou de retração de 5,04% para queda de 5,02%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5,31%.
Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 3,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.
No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2020 seguiu em baixa de 6,30%. Há um mês, estava em queda de 6,38%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 4,41% para 4,53%, ante 5,33% de quatro semanas antes.
A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 67,00% para 67,55%. Há um mês, estava em 66,00%. Para 2021, a expectativa foi de 69,95% para 70,00%, ante 69,83% de um mês atrás.
Déficit primário
O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira alteração na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano foi de 12,00% para 12,05%. No caso de 2021, foi de 2,84% para 3,00%. Há um mês, os porcentuais estavam em 11,70% e 2,60%, respectivamente.
Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 foi de 15,50% para 15,70%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2021, permaneceu em 6,50%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 15,00% e 6,25%, nesta ordem.
O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros
Os avanços nas projeções nos últimos meses refletem a expectativa de que, com o aumento das despesas do governo durante a pandemia do novo coronavírus, o País terá um cenário fiscal ainda mais difícil.
Balança comercial
Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2020 na pesquisa Focus realizada pelo BC, de superávit comercial de US$ 55,15 bilhões para US$ 57,49 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 55,00 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit foi de US$ 53,31 bilhões para US$ 55,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 53,35 bilhões.
No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2020 foi de déficit de US$ 7,20 bilhões para US$ 6,81 bilhões, ante US$ 8,10 bilhões de um mês antes. Para 2021, a projeção de rombo passou de US$ 19,45 bilhões para US$ 17,00 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 15,60 bilhões.
Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 foi de US$ 55,00 bilhões para US$ 51,26 bilhões. Há um mês, estava em US$ 55,00 bilhões. Para 2021, a expectativa foi de US$ 68,50 bilhões para US$ 65,00 bilhões, ante US$ 65,48 bilhões de um mês antes.
Câmbio para fim de 2020 permanece em R$ 5,25, prevê Focus

O Relatório de Mercado Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira, 5, pelo Banco Central (BC), mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2020. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 5,25, mesmo porcentual de um mês atrás. Para 2021, a projeção dos economistas do mercado financeiro para o câmbio permaneceu em R$ 5,00, valor igual ao de quatro pesquisas atrás.
IPCA para 2020 passa de 2,05% para 2,12%, projeta Focus

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2020. O Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 5, pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA neste ano foi de alta de 2,05% para 2,12%. Há um mês, estava em 1,78%. A projeção para o índice em 2021 foi de 3,01% para 3,00%. Quatro semanas atrás, estava em 3,00%.
O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,25%. Há quatro semanas, essas projeções eram de 3,50% e 3,25%, nesta ordem.
A projeção dos economistas para a inflação já está bem abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). A meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%), enquanto o parâmetro para 2023 é inflação de 3,25%, com margem de 1,5 ponto (de 1,75% a 4,75%).
Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 2,12% para 2,23%. Para 2021, a estimativa do Top 5 seguiu em 3,20%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 1,64% e 3,00%, respectivamente.
No caso de 2022, a mediana do IPCA no Top 5 seguiu em 3,48%, igual a um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 seguiu em 3,50%, ante 3,25% de quatro semanas antes.
Últimos 5 dias úteis
A projeção mediana para o IPCA de 2020 atualizada com base nos últimos 5 dias úteis foi de 2,27% para 2,23%. Houve 38 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 1,78%.
No caso de 2021, a projeção do IPCA dos últimos 5 dias úteis foi de 3,00% para 3,02%. Há um mês, estava em 2,99%. A atualização no Focus foi feita por 38 instituições.
Outros meses
Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA em setembro de 2020, de alta de 0,35% para avanço de 0,43%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Um mês antes, o porcentual projetado indicava alta de 0,19%
Para outubro, a projeção no Focus foi de alta de 0,37% para 0,40% e, para novembro, foi de alta de 0,24% para 0,25%. Há um mês, os porcentuais indicavam elevações de 0,29% e 0,24%, nesta ordem.
No Focus agora divulgado, a inflação suavizada para os próximos 12 meses seguiu em alta de 3,24% de uma semana para outra há um mês, estava em 3,00%.
Selic no fim de 2020 permanece em 2,00% ao ano, afirma Focus

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 5, que a mediana das previsões para a Selic neste ano seguiu em 2,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar.
Já a projeção para a Selic no fim de 2021 seguiu em 2,50% ao ano, ante 2,88% de quatro semanas atrás. No caso de 2022, a projeção seguiu em 4,50% ao ano, igual a um mês antes. Para 2023, permaneceu em 5,50%, ante 5,75% de quatro semanas atrás.
Em setembro, ao manter a Selic em 2,00% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou que "a conjuntura econômica continua a prescrever estímulo monetário extraordinariamente elevado", mas "devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno".
Em função disso, conforme o BC, "eventuais ajustes futuros no atual grau de estímulo ocorreriam com gradualismo adicional e dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do Copom sobre a inflação prospectiva".
No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo no Focus, a mediana da taxa básica em 2020 seguiu em 2,00% ao ano, ante 1,88% de um mês antes. No caso de 2021, permaneceu em 2,00% ao ano, igual a quatro semanas atrás.
A projeção para o fim de 2022 no Top 5 permaneceu em 4,00%. Há um mês, estava em 4,25%. No caso de 2023, seguiu em 4,63%, ante 5,75% de quatro semanas antes.
0 comentário
Wall Street fica estável antes de fim de semana prolongado e S&P 500 tem queda semanal
Canadá e China reduzem tarifas de veículos elétricos e canola em retomada dos laços
Ibovespa recua em pregão de ajustes com vencimento de opções após recordes
Dólar fecha em leve alta em linha com exterior
Perícia de nova fase da operação sobre Master deve levar de 4 a 6 meses, diz fonte da PGR
Taxas dos DIs fecham em alta com IBC-Br acima do esperado