Frente Agropecuária avalia impacto da proibição de paraquate no custo da produção
A Frente Parlamentar da Agropecuária discute nesta tarde os impactos da proibição de agrotóxicos com paraquate na competitividade do agronegócio brasileiro.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu o uso do agrotóxico em 2017, mas previu um prazo de três anos para a medida entrar em vigor (Resolução 117/17), o que aconteceu em setembro deste ano.
A Frente Parlamentar da Agropecuária afirma que sem a utilização do paraquate nas lavouras, o plantio direto fica três vezes mais caro. Além disso, segundo o colegiado, para substituir o paraquate será preciso fazer uma mistura de defensivos diferentes.
O parecer da Anvisa que proíbe o uso de paraquate conclui que o manuseio do produto pode levar a mutação genética e causar a doença de Parkinson. Mas o deputado Luiz Nishimori (PL-PR) , que apresentou um projeto de decreto legislativo para sustar a resolução da Anvisa (PDL 310/20), afirma que o risco restringem-se apenas aos trabalhadores que manipulam o produto de forma negligenciável. “A população em geral não está suscetível à exposição da substância pelo consumo de alimentos.”
A Frente da Agropecuária ressalta ainda que a substância é usada em países como Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia.
Foram convidados para discutir o assunto o toxicologista Sérgio Graff; o diretor-executivo da Aprosoja Brasil, Fabrício Rosa; e a advogada especialista em regulação de defensivos agrícolas, Lidia Cristina Jorge do Santos.
O debate será transmitido ao vivo, a partir das 15h35, pelas redes sociais da Frente da Agropecuária.
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