Preços do petróleo caem diante de avanço da Covid-19 e temor de sobreoferta

Por Stephanie Kelly
NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira, pressionados por preocupações de que uma segunda onda de casos de Covid-19 nos Estados Unidos e Europa continue prejudicando a demanda nas duas principais regiões consumidoras de combustíveis do mundo.
A Opep+, grupo que inclui a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados como a Rússia, teme que uma segunda onda prolongada da pandemia e um salto na produção da Líbia possam empurrar o mercado do petróleo para uma sobreoferta no ano que vem, de acordo com documento confidencial visto pela Reuters.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 0,23 dólar, a 42,93 dólares por barril, enquanto os futuros do petróleo dos EUA (WTI) recuaram 0,08 dólar, para 40,88 dólares o barril.
O Brent avançou 0,2% na semana, enquanto o WTI acumulou ganho de 0,7%.
"A realidade é que estamos vendo agora um avanço bastante ativo da pandemia pela Europa e ela está voltando a se espalhar pela América do Norte, e isso possivelmente vai afetar a recuperação da demanda por petróleo", disse Lachlan Shaw, diretor de pesquisas em commodities do National Bank of Australia.
Alguns países europeus voltaram a impor toques de recolher e "lockdowns" para combater uma nova alta no número de casos de coronavírus, com o Reino Unido passando a aplicar medidas de restrição mais rígidas em Londres nesta sexta-feira.
(Reportagem de Stephanie Kelly em Nova York; reportagem adicional de Dmitry Zhdannikov em Londres, Yuka Obayashi em Tóquio e Florence Tan em Singapura)
0 comentário
Petróleo fecha em queda com expectativa de navegação mais tranquila no Estreito de Ormuz
Governo decide prorrogar imposto de exportação sobre petróleo com alíquota de 12%
Compras para reserva estratégica de petróleo devem sustentar demanda por petróleo até 2028
Tráfego de petroleiros por Ormuz fica praticamente parado enquanto ataques colocam à prova trégua no Irã
Petróleo fecha em máxima de várias semanas após EUA ameaçar novos ataques ao Irã
Petróleo deve seguir em déficit global no 3º trimestre, mesmo após cessar-fogo no Oriente Médio