Café inicia semana andando de lado: Mercado acompanha chuvas no Brasil e no Vietnã

O mercado futuro do café arábica abriu o pregão desta segunda-feira (26) com valorização técnica para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). As cotações seguem registrando poucas variações em um momento em que o setor aguarda pelas chuvas no Brasil e também acompanha as condições climáticas no Vietnã, maior produtor de café tipo conilon do mundo.
Por volta das 08h53 (horário de Brasília), dezembro/20 tinha alta de 75 pontos, valendo 106,35 cents/lbp, março/21 subia 50 pontos, valendo 109,15 cents/lbp, maio/21 tinha valorização de 75 pontos, valendo 110,80 cents/lbp e julho/21 tinha alta de 85 pontos, negociado por 112,40 cents/lbp.
Após enfrentar um longo período de temperaturas elevadas e baixo volume de chuva, os modelos meteorológicos indicam condição de chuva para toda região produtora de café nesta semana. Voltou a chover em Minas Gerais nos últimos dias e a estação chuvosa deve retornar de fato a partir de agora, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também abriu o pregão com altas técnicas nas principais referências. Novembro/20 tinha alta de US$ 9 por tonelada, valendo US$ 1280, janeiro/21 subia US$ 10 por tonelada, valendo US$ 1315, março/21 tinha valorização de US$ 9 por tonelada, valendo US$ 1322 e maio/21 operava com alta de US$ 8 por tonelada, valendo US$ 1335.
O excesso de chuvas no Vietnã, principal produtor de café tipo conilon, preocupa o setor. Segundo Guilherme Morya - analista do Rabobank, caso as chuvas continuem sendo expressivas o produtor vietnamita pode ter até um mês de atraso na colheita. Vale lembrar que o mercado já trabalha com estimativa de queda de 5% nesse ano para o Vientnã e o excesso de chuva pode impactar diretamente na qualidade da bebida.
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