Desempenho do boi, suíno e frango em outubro e nos dez primeiros meses de 2020
Como ocorreu um ano atrás, novamente o frango vivo vai ficando para trás. Só que agora em circunstâncias bem piores que as observadas no final de 2019.
Há um ano, no último trimestre de 2019, não só as carnes, mas também os animais seus produtores experimentaram forte valorização interna impulsionada pelo mercado externo. O frango vivo foi a exceção.
Então, enfrentando dificuldades de colocação desde, praticamente, o segundo trimestre do ano, o frango vivo percorreu nove dos doze meses de 2019 com preços estáveis ou decrescentes, sem registrar nenhuma alta.
Em suma, chegou a outubro sem registrar qualquer variação de preço por quatro meses consecutivos, enquanto boi em pé e suíno vivo acompanhavam, ainda que à distância, a valorização obtida pelas respectivas carnes.
A cena praticamente se repete em outubro corrente. E ainda que as variações mensais de preço apresentem índices muito próximos entre si – de 4,93% para o frango vivo; de 5,95% para o boi em pé: e de 11,19% para o suíno vivo – a defasagem de preço do frango fica mais clara – “berrante” seria mais apropriado – quando se analisa a evolução em 12 meses ou nos 10 primeiros meses de 2020.
Mas não acompanhar boi ou suíno é o de menos para o frango. Porque o que pesa de verdade contra o setor é a evolução de preço de seus dois insumos básicos, milho e farelo de soja. Assim, ainda que em relação a outubro de 2019 a variação de preço obtida pelo frango (29,66%) corresponda apenas à metade da obtida pelo boi (59,64%) e a pouco mais de um terço da obtida pelo suíno (68,19%), pior mesmo são os 71,65% de aumento do milho e os mais de 95% do farelo de soja.
Porém, tão ou mais dissonantes para o frango são os preços médios alcançados nos 10 primeiros meses de 2010. Pois, contrapostos ao mesmo período de 2019, eles apontam ganho de preço de 7,34%, resultado ínfimo frente às valorizações de 35,46% do suíno, de 39,31% do boi em pé, de 42,77% do milho e de 46% do farelo de soja.
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