Em Michigan, Trump dá início a sprint final de campanha faltando dois dias para eleições

WASHINGTON, Michigan, EUA (Reuters) - Faltando dois dias para a eleição, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou neste domingo um sprint final de campanha por vários Estados vitais nas pesquisas, começando por Michigan, que será crucial para o resultado eleitoral, em um esforço para contrariar as pesquisas e derrotar o desafiante democrata Joe Biden.
Com o objetivo de evitar se tornar o primeiro presidente em exercício a perder uma candidatura à reeleição desde o colega republicano George H. W. Bush em 1992, Trump tem uma agenda frenética para este domingo, com paradas planejadas também em Iowa, Carolina do Norte, Geórgia e Flórida. Biden deve fazer campanha na Pensilvânia.
Em meio a rajadas de neve em Washington, cidade ao norte de Detroit, Trump usava seu boné vermelho com as palavras "Make America Great Again" enquanto falava a uma multidão barulhenta em uma manhã fria e agitada.
Depois que a multidão gritou em voz alta "Nós te amamos", Trump respondeu: "Eu também amo vocês. Se não amasse, não estaria aqui pois está congelando."
A liderança nacional de Biden sobre o presidente republicano permaneceu relativamente estável nos últimos meses, enquanto persiste a crise de saúde pública. O ex-vice-presidente está à frente com 51% contra 43% para Trump na última pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre os dias 27 e 29 de outubro.
Trump enfrenta o que parecem ser caminhos conturbados para a reeleição. As pesquisas mostram que ele está muito próximo de Biden em Estados vitais que seriam suficientes para conferir-lhe os 270 votos do Colégio Eleitoral estadual necessários para alcançar o segundo mandato.
Biden se aproxima do fim da corrida eleitoral com vantagem nas pesquisas

NOVA YORK (Reuters) - Faltando dois dias para a eleição, o democrata Joe Biden detém vantagem nacional expressiva sobre o presidente Donald Trump em meio a profundas preocupações dos eleitores sobre a pandemia do coronavírus, mas Trump mantém vivas suas esperanças de ao menos permanecer competitivo nos Estados que podem ser cruciais na disputa pela Casa Branca.
A liderança nacional de Biden sobre o presidente republicano permaneceu relativamente estável nos últimos meses, enquanto persiste a crise de saúde pública. Ele está à frente com 51% das intenções de voto contra 43% para Trump na última pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre os dias 27 e 29 de outubro.
Mas Trump ainda está perto de Biden em Estados vitais, os chamados "swing states", que seriam suficientes para conferir-lhe os 270 votos do Colégio Eleitoral estadual necessários para alcançar o segundo mandato. As pesquisas Reuters/Ipsos mostram que a corrida continua acirrada em Flórida, Carolina do Norte e Arizona.
Trump também perde por cinco pontos na Pensilvânia e nove pontos em Michigan e Wisconsin, três outros Estados vitais que o ajudaram a conquistar a vitória via Colégio Eleitoral em 2016 sobre a democrata Hillary Clinton, que ganhara no voto popular.
Mesmo sem Michigan e Wisconsin, Trump pode vencer novamente se repetir o êxito em todos os outros Estados onde foi vitorioso em 2016.
O déficit de Trump nas pesquisas foi impulsionado em parte pela implosão no apoio de dois grandes grupos fundamentais na vitória de 2016, brancos sem diploma universitário e norte-americanos mais velhos, e pela reprovação pública à maneira como ele lidou com a pandemia, que se tornou fato importante na corrida eleitoral.
Biden e Trump adotaram abordagens totalmente diferentes quanto à Covid-19, que já matou mais de 227.000 pessoas nos Estados Unidos e deixou outros milhões desempregados. Trump menosprezou repetidas vezes a ameaça do vírus prometendo que a pandemia acabaria em breve, enquanto Biden prometeu direcionar esforços mais rigorosos para contê-la.
1 comentário
Ibovespa fecha em queda com realização de lucros antes do Carnaval
Dólar sobe ante o real com busca por proteção antes do Carnaval
Ministros suspeitam que reunião sobre Master foi gravada clandestinamente
Wall Street caminha para perdas semanais, com quedas em tecnologia compensando alívio inflacionário
Suzano vai fazer novo reajuste de preços em todos os mercados em março
Chefe da OMC pede reforma do sistema comercial global
Joacir A. Stedile Passo Fundo - RS
Reuters dizendo que Biden está na frente? Logo, Trump eleito!