Caso de sucesso: produtora de café ganha nova ocupação em Campos Altos (MG)
Há quatro anos, os programas e cursos do Sistema Faemg/Senar/Inaes vêm impactando positivamente a vida dos produtores rurais no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, e com a produtora de café Natália Aparecida da Silva Frazão, de Campos Altos, não foi diferente. Aos 28 anos, ela comanda uma plantação de seis hectares ao lado do marido, Luiz Carlos, e, depois de fazer o primeiro curso, um treinamento online do Senar sobre proteção de nascentes, em 2016, não parou mais.
Já foram mais de 10 cursos e programas, a maioria voltados para a cultura do café. “ Também já fiz treinamento sobre a NR 31, Saneamento Rural, entre outros”, comenta. Natália é aluna do curso técnico em Agronegócio no polo de Uberaba, e atualmente está desenvolvendo o seu TCC em extensionismo rural.
Ela também integra um dos grupos do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), com orientações até 2022, e participa do programa Formação por Competência sobre mecanização agrícola do café, com programação até abril de 2021. “Todos esses cursos vêm agregando para o meu trabalho e melhorando a sustentabilidade do nosso negócio”, afirma.
Caminho novo
Tanto aprendizado também trouxe uma nova ocupação para a produtora. Desde 2018, Natália trabalha dando consultorias em fazendas de café. “Todo este conhecimento, eu estou aplicando nestas consultorias, onde repasso orientações de gestão, sustentabilidade, questões sociais, preparando estas propriedades para a certificação. O Senar Minas contribuiu muito para eu poder repassar estas informações para outros produtores e realizar as visitas no campo”, completa.
Atualmente, ela é consultora da Associação dos Cafeicultores de Campos Altos.
E a sua intenção é continuar. “O Senar é uma escola rural fantástica, com o diferencial de aprender os conhecimentos na prática. Com os cursos, conheci melhor a cultura do café, melhorei o meu currículo e abri um novo mercado de trabalho. Quero continuar aprendendo”, ressalta.
Sucessão familiar
Esta vontade de conhecer mais ela também repassa para as filhas Luiza (6 anos) e Grasiely (9 anos). “Sei que a sucessão familiar é muito difícil. Mas a paixão pelo café está no sangue e eu já passo isso para elas, principalmente sobre a importância da sustentabilidade em nossa cultura”, finaliza.
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