Opep e Rússia estudam cortes maiores na oferta de petróleo, dizem fontes

Por Ahmad Ghaddar e Alex Lawler e Olesya Astakhova
LONDRES (Reuters) - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a Rússia estão considerando implementar cortes mais profundos sobre a produção da commodity no início do ano que vem, em uma tentativa de fortalecer o mercado petrolífero, disseram nesta terça-feira uma fonte do grupo e uma fonte familiarizada com o pensamento russo.
A Opep e produtores aliados, liderados pela Rússia, que formam o grupo conhecido como Opep+, estão programados para reduzir seus cortes de oferta de petróleo em cerca de 2 milhões de barris por dia (bpd) a partir de janeiro.
Mas o impacto da segunda onda da pandemia de Covid-19 sobre a demanda por energia, por causa de medidas de restrição às movimentações, está forçando o grupo a repensar a estratégia.
"Parece que teremos de cortar mais fundo no primeiro trimestre", disse a fonte familiarizada com a opinião russa, que falou sob a condição de anonimato.
Os produtores estão "explorando muitas opções além de estender (os cortes já existentes)", afirmou uma fonte da Opep.
A fonte acrescentou, porém, que a implementação de cortes mais profundos seria uma "decisão difícil", já que concederia uma fatia maior do mercado a produtores de fora da Opep+.
Mais cedo nesta terça-feira, a Argélia, que ocupa a presidência rotativa da Opep, defendeu que os cortes de oferta que já estão sendo aplicados sejam prorrogados pelos primeiros meses de 2021.
A Opep+ deverá se reunir em 30 de novembro e 1º de dezembro para definir sua política de produção.
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