Dólar cai e ameaça suporte de R$ 5,30 antes de ata do Fed nesta 4a.-feira

O dólar acelerou as perdas ante o real durante a tarde desta quarta-feira, flertando com o suporte psicológico de 5,30 reais num dia de ampla fraqueza da divisa norte-americana, que no exterior operava nas mínimas em quase três meses antes da divulgação da ata do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos.
Às 15h21, o dólar à vista caía 1,22%, 5,3105 reais na venda, depois de descer a 5,3052 reais há pouco, queda de 1,32%.
Na máxima, alcançada logo após a abertura dos negócios, a cotação subiu 0,37%, para 5,396 reais.
O real liderava os ganhos nos mercados globais, mas era seguido de perto peso chileno (+1,2%), lira turca (+1%) e coroa norueguesa (+0,9%), divisas que também se beneficiam de perspectiva de farta liquidez no mundo.
O mercado aguarda para as 16h (de Brasília) a divulgação pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) da ata de sua última reunião de política monetária.
O Fed vem defendendo a manutenção de recursos para financiar suas ferramentas de apoio à economia, especialmente depois de o Tesouro dos EUA anunciar o encerramento de alguns dos principais programas no fim deste ano.
Apesar disso, o mercado vem reagindo com venda de dólar à possível indicação da ex-chair do Federal Reserve Janet Yellen para o comando do Tesouro dos EUA. O entendimento é que a dupla Yellen/Powell --Jerome Powell, atual chair do Fed-- poderia promover uma coordenação sem precedentes entre as políticas monetária e fiscal a fim de garantir a recuperação econômica dos EUA da crise da Covid-19.
(Por José de Castro)
0 comentário
Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição