Bolsonaro e Fernández vão se reunir pela 1ª vez em videoconferência, pelo "Dia da Amizade"

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro e o mandatário argentino, Alberto Fernández, vão realizar nesta segunda-feira a primeira reunião entre eles --que por videoconferência--, informou a Casa Rosada neste domingo, quase um ano após a chegada de Fernández à chefia do governo do país.
"O presidente Alberto Fernández manterá amanhã a partir das 11h30 uma videoconferência, da residência de Olivos, com seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro, enquanto comemora 35 anos do encontro dos ex-presidentes Raúl Alfonsín e José Sarney em Foz de Iguaçu", disse o comunicado, referindo-se ao Dia da Amizade entre os dois países.
Desde a época da eleição de Fernández, Bolsonaro tem sido um crítico do dirigente argentino. O presidente brasileiro chegou a falar que "bandidos de esquerda" denominou a voltar ao poder na Argentina --Fernández tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner.
Por diversas vezes, Bolsonaro disse torcer pela então reeleição de Mauricio Macri e continua criticando o governo atual, afirmando que a Argentina está a caminho de se tornar uma nova Venezuela.
Na posse do presidente uruguaio Luis Alberto Lacalle Pou, em março deste ano, os dois chegaram a marcar um encontro pessoalmente, mas Fernández acabou não indo ao Uruguai.
O encontro entre os dois foi intermediado pelo embaixador argentino no país, Daniel Scioli, segundo a representação diplomática da nação vizinha. Desde que chegou no Brasil, Scioli tem dezenas de encontros com vários ministros do governo, não apenas da área econômica, mas próximos de Bolsonaro, como o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, para distensionar a relação.
Segundo o comunicado da Casa Rosada, durante a conversa, Fernández e Bolsonaro buscarão continuar fortalecendo como múltiplas agendas comuns que compõem uma relação bilateral em busca de uma maior integração.
"O diálogo é fruto do trabalho sustentado de política que os dois países desenvolvendo nos últimos meses e que resultou no crescimento do comércio bilateral, a ponto de o Brasil mais uma vez se posicionar como o principal parceiro comercial da Argentina", finalizou o governo argentino.
De acordo com os dados do governo argentino, a corrente de comércio entre os dois países voltou a crescer, com um aumento de 30% desde agosto, chegando a 1,6 bilhão de dólares. O Brasil é o principal destino das exportações argentinas e o país vizinho, o principal parceiro comercial brasileiro na América do Sul, apesar do estremecimento político.
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