Café: Mercado abre semana com quedas técnicas para os principais contratos

O mercado futuro do café arábica abriu o primeiro pregão da semana com desvalorização técnica para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). As cotações voltam a operar no campo negativo após encerrar o último pregão com valorização acima de 700 pontos.
Por volta das 08h57 (horário de Brasília), março/21 tinha queda de 115 pontos, valendo 123,05 cents/lbp, maio/21 tinha desvalorização de 100 pontos, negociado por 124,85 cents/lbp, julho/21 tinha queda de 85 pontos, negociado por 126,50 cents/lbp e setembro/21 operava com queda de 100 pontos, valendo 127,50 cents/lbp.
O mercado futuro do café arábica segue acompanhando de perto as condições das lavouras brasileiras. Na semana passada, duas estimativas de quebra deram suporte aos preços na Bolsa de Nova York. O Rabobank prevê uma quebra de 17% para o café arábica, enquanto a trader internacional Volcafe projetou uma quebra de 33% em 2021.
As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam uma mudança nos padrões do tempo em Minas Gerais apenas a partir de quarta-feira (2) quando um novo sistema de chuva deve avançar pelo sul mineiro. Até lá, todas as áreas do estado mantém condição de tempo firme e temperaturas entre 30 e 32 graus.
"Nos demais países produtores de café da América Latina a situação não é melhor. Mais próximos do equador, são afetados severamente pelas mudanças climáticas e enfrentam a pandemia neste período de colheita", destacou o analista de mercado Eduardo Carvalhaes em sua última análise. Operadores também seguem acompanhando as condições da América Central - atingida por dois furacões e que enfrenta problemas com logísticas. Importante ressaltar que Honduras representa mais de 70% dos cafés certificados na ICE.
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