Milho e o poder de compra do frango em 2020: o menor da década passada
Em 2020, o poder de compra do frango (vivo ou abatido) em relação à sua principal matéria-prima, o milho, retrocedeu ao menor nível da década recém-finda. Aliás, retrocedeu ao menor nível dos últimos 10 anos, já que o poder de compra de 2010 foi 29% superior para o frango vivo e 50% superior para o frango abatido.
No ano que passou, uma tonelada de frango vivo possibilitou adquirir 3,616 toneladas de milho, volume 19,36% inferior à média de 4,484 toneladas registrada entre 2010 e 2020. Já o poder de compra do frango abatido – de 4,494 toneladas de milho em 2020 – recuou quase 25% em relação à média de 5,950 toneladas nos últimos 11 anos.
Dito de outra forma, sob o ângulo do volume de frangos necessários à aquisição da mesma quantidade de milho obtida em 2010, constata-se que ele aumentou perto de 30% para a ave viva e cerca de 50% para o frango abatido.
Episodicamente lembradas nas crises de abastecimento, mas invariavelmente ignoradas nas boas safras de milho, as matérias-primas ditas “alternativas” parecem ser o caminho inevitável para evitar o colapso do setor e garantir a competitividade do frango. Porque, no tocante ao milho, não há mais retorno...
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