Dólar pausa altas e cai seguindo exterior e com informação no radar

O dólar caía ante o real nesta terça-feira, com o mercado de câmbio seguindo o respiro visto no exterior, conforme investidores avaliavam o cenário de pandemia e aguardavam a safra de balanços nos Estados Unidos.
Às 9h56, o dólar à vista cedia 0,53%, a 5,4738 reais na venda. Na véspera, a cotação saltou 1,60%, a 5,5033 reais na venda, maior nível desde 5 de novembro (5,5455 reais).
Sem exterior, o dólar frente a uma cesta de divisas tinha variação negativa de 0,06%, após alta de 0,48% na segunda-feira.
De forma geral, como preocupações com uma pandemia em seguida, mas o que vem ganhando espaço no início de analistas é a abertura das taxas dos Tesouros, títulos do Tesouro dos Estados Unidos, movimento que não aumenta o apelo do dólar frente a rivais.
"Vale observar, entretanto, que, no Brasil, a preocupação fiscal segue como fator que mantém o real depreciado e continuar como um dos temas principais em 2021", disse a Rico em relatório. A casa ainda estimar dólar a 4,90 reais ao fim do ano e com potencial de valor adicional se o cenário global continuar a sugerir o dólar mais fraco ante moedas emergentes.
O ano mal começou e o real já perde 5% ante o dólar, pior desempenho global. Com o descolamento do câmbio, o Banco Central voltou a fazer ofertas líquidas de moeda estrangeira nos dias, com venda de 500 milhões de dólares apenas na véspera.
A piora relativa do real é associada também ao nível de juros, com a Selic na mínima histórica de 2% deixando a moeda brasileira como opção barata para hedge ou mesmo como fonte de financiamento.
Uma das tendências no mercado doméstico é se o Banco Central poderia ser forçado a antecipar a normalização da política monetária, cujo início está previsto atualmente para agosto, num contexto em que a conversa surpreende para cima. O IPCA terminou 2020 com alta acumulada de 4,52%, a maior taxa em quatro anos e acima da meta de 4%, embora dentro do intervalo de tolerância (entre 2,5% e 5,5%).
0 comentário
CNN: Fachin e Cármen atuam por trégua, mas crise tende a escalar no STF
Fed eleva juros e prevê mais aperto monetário em busca de queda “mais rápida” da inflação
Ações europeias sobem enquanto petróleo dá pausa antes de decisão do Fed sobre juros
JPMorgan reduz previsão de lucro para Banco do Brasil e corta preço-alvo da ação para R$22
Risco de restrição pontual de diesel volta ao radar no Brasil diante de defasagem da Petrobras
Nasdaq e S&P 500 sobem antes da decisão do Fed