Futuros do açúcar recuam nesta 3ª feira com movimento corretivo em NY e Londres

Os futuros do açúcar bruto recuaram na sessão desta terça-feira (12). Em movimento corretivo, após ganhos na véspera, o principal vencimento caiu 1,34%, negociado a US$ 15,46 c/lb. Na máxima da sessão, chegou a US$ 15,94 c/lb e, na mínima, US$ 15,44 c/lb.
Em Londres, o açúcar recuou 0,43%, a US$ 436,00 a tonelada.
Depois de alta registrada na véspera com atenção para as perspectivas da oferta pela commodity e perspectiva de demanda asiática aquecida, o mercado do açúcar perdeu forças nesta sessão em movimento de realização de lucros.
Além disso, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) revisou para cima a projeção de produção na safra 2020/21 de açúcar dos EUA, para 9,16 milhões de toneladas curtas, ante 8,96 milhões de t no levantamento anterior.
Leia mais:
» USDA revisa para cima estimativa de produção de açúcar dos EUA na safra 2020/21
Por outro lado, o mercado ainda monitora os novos lockdowns relacionados com a pandemia do coronavírus e clima. Um relatório da Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês), apontou que o La Niña deverá reduzir as chuvas em regiões como a África Austral e o Brasil durante a safra.
Mercado interno
O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-Esalq/USP) destacou nesta terça-feira que os negócios no mercado spot de São Paulo estão lentos. "As baixas estão atreladas ao fato de parte dos agentes de usinas estar mais flexível nos valores ofertados, em especial para negociação envolvendo maiores quantidades", disse.
Na parcial de janeiro (até o dia 11), o Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, recuou 1,76%, fechando a R$ 105,7/saca de 50 kg na segunda-feira.
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