Consumo limitado no mercado interno pressiona e suinocultura independente registra baixas

A semana de negociações para a suinocultura independente foi marcada por quedas em algumas das principais praças do país. Em São Paulo, a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) divulgou nesta quinta-feira (21) que a semana encerrou sem negociação. "A Bolsa finalizou sem negociação em virtude das questões indefinidas do decreto de ICMS no Estado de São Paulo. A Bolsa teve dificuldades em definir preços para a próxima semana. Portanto, Bolsa sem comercialização", afirmou a publicação oficial da APCS.
Apesar do decreto ter sido revogado pelo Governo do Estado, Valdomiro Ferreira, presidente da APCS, afirma que o "decreto ainda aumenta por parte dos frigoríficos um percentual na alíquota e também no mercado varejistas e distribuidores de carne. A próxima Bolsa será na quinta-feira que vem", afirmou ao Notícias Agrícolas.
A Bolsa de Suínos do Estado de Minas Gerais fez acordo entre produtores e frigoríficos no valor de R$ 6,0 o kg do suíno vivo. O preço de acordo entre produtores e frigoríficos é aquele que significa consenso entre as partes para a boa liquidez e as boas comercializações dentro mercado mineiro.
"Ao conseguirmos equilibrar a oferta à procura o preço retorna a patamares adequados em questão de tempo. O mercado não é feito de boas ou de más intenções, mercado é feito de oferta e procura reais e é isso que está em curso na direção da normalização", destacou consultor de mercado da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg), Alvimar Jalles.
A Bolsa de suínos de Santa Catarina tem a projeção de comercialização para a próxima semana de 18.265 animais, com peso médio de 111 kg, num preço médio de R$ 7,43 com prazo estimado de 22 dias. "Acreditamos que o mercado deve reagir um pouco melhor a partir de agora que tivemos a reabertura da China para algumas plantas e que deverá manter o preço mais estável de agora em diante", afirma Losivanio de Lorenzi.
Destaca ainda que a preocupação agora é com o custo de produção. Segundo Losivanio, os preços elevados do milho e da soja está inviabilizando os lucros da suinocultura no estado. "Vendendo o suíno com os preços que está hoje, em três, quatro meses nós vamos perder aquilo que ganhamos ano passado", conclui.
No Rio Grande do Sul, onde a negociação é realizada às sextas-feiras, a tendência é de baixa para os preços. "Nos outros estados como Minas e São Paulo, estão forçando baixa. Então eu acredito que deva manter ou ter uma pequena redução de preços, não muito significativa, mas devemos seguir a tendência de mercado como as demais praças do Brasil", afirma Valdecir Folador.
Destaca ainda que o mercado segue com viés de baixa em função do mercado interno, que está com o consumo mais limitado. "Pelo lado da exportação, as vendas de janeiro estão todas feitas dentro de uma normalidade de volumes, e a informação também é que as vendas do mês de fevereiro também estão realizadas. Pelo lado das exportações, as informações são positivas. O grande problema é o mercado interno que está pressionando os preços do suíno vivo", complementa.
Considerando a média semanal (entre os dias 07/01/2021 a 13/01/2021), o Indicador do Preço do quilo vivo do Suíno LAPESUI/CIA/UFPR teve queda de 5,60%, fechando a semana em R$ 6,93. No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 3,67% em relação à semana do dia 16/12/2020.
No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg da carcaça do suíno no Paraná apresentou alta de 10,24% em relação à semana do dia 16/12/2020. Espera-se que na próxima semana o preço do suíno vivo apresente alta, podendo ser cotado a R$ 7,22.
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