Em janeiro, mês mais curto leva embarques de carne de frango a forte retração
Considerado o volume médio diário exportado em janeiro de 2021 – 13.437 toneladas – o resultado não pode ser considerado ruim, pois o recuo foi de apenas 3% em relação às 13.859 toneladas/dia de janeiro de 2020.
Infelizmente, porém, este último janeiro foi mais curto que o anterior: dois dias úteis a menos. Ou 22 há um ano e 20 neste ano. O que fez significativa diferença, porquanto o volume total de carne de frango in natura embarcada no mês acabou restrito a 268.742 toneladas - o mais fraco desempenho dos últimos 24 meses e resultado equivalente a quedas de 23,4% sobre dezembro e de perto de 12% sobre janeiro de 2020.
De positivo no mês apenas o preço médio, pouco superior a US$1.457,00/tonelada. Aumentou 3,35% em relação a dezembro passado e correspondeu ao melhor resultado dos últimos nove meses. Mas continuou mais de 10% aquém dos US$1.620,28/tonelada de janeiro de 2020.
Em outras palavras, foi um ganho insuficiente para reverter a perda de receita, que também retrocedeu ao menor valor em mais de dois anos e meio, ficando restrita a pouco mais de US$390 milhões, 20% a menos que em janeiro e dezembro de 2020, meses em que a receita cambial da carne de frango in natura superou ligeiramente a marca dos US$494 milhões.
Anualizadas as contas do setor (fevereiro de 2020 a janeiro de 2021), a carne de frango in natura acumula queda de 3% no volume, de 14% no preço médio e de, praticamente, 17% na receita cambial.
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