Soja e milho recuam em Chicago nesta 4ª com realização de lucros e demanda mais tímida

Os preços do milho caem forte na Bolsa de Chicago na tarde desta quarta-feira (3). Por volta de 14h15 (horário de Brasília), perdiam entre 5,50 e 12 pontos nos principais contratos. O março tinha US$ 5,49 e o julho, US$ 5,21, acompanhando perdas intensas também entre os preços da soja e do milho negociados na CBOT.
De acordo com analistas internacionais, o mercado de grãos cedia em função de um movimento de realização de lucros e da demanda por soja e milho menos ativa no mercado americano nas últimas semanas.
Para a soja, há uma pressão maior que vem ainda da continuidade do recuo das cotações do farelo na Bolsa de Dalian, na China, com as zoonoses se agravando em partes da nação asiática. "A continuidade da tendência de quea do farelo na China está ligada ao ressurgimento de zoonoses", explicam os analistas de mercado da Agrinvest Commodities.
Todavia, permanece em foco o clima no Brasil - que vem castigando as lavouras com o excesso de chuvas no Centro-Norte do país - e na Argentina, onde o tempo seco e quente também compromete o desenvolvimento dos campos, que estão em plena fase de enchimento de grãos.
O comportamento da demanda também é monitorado, bem como do dólar. Somente frente ao real, a moeda americana ganha quase 2% e se aproxima de R$ 5,80.
Assim, por volta de 14h30 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 7,50 e 9,25 pontos, com o março sendo cotado a US$ 14,05 e o agosto, US$ 13,44 por bushel.
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