Plantio do algodão chega ao fim com queda de 16% na área cultivada, mas expectativa de alta produtividade
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Plantio do algodão chega ao fim com queda de 16% na área cultivada, mas expectativa de alta produtividade
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Os trabalhos de plantio da safra de algodão 2020/21 já estão praticamente encerrados no Brasil e foi registrada uma redução na área cultivada até maior do que a esperada. A Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) projetava uma diminuição de 15%, mas o registrado ao final foi de 16%.
Segundo o presidente da Abrapa, Julio Cezar Busato, a redução de área vai impedir a conquista de um volume recorde de produção, mas as projeções ainda são de ótimas produtividades médias, na casa das 300@ por hectare caso o clima contribua para o desenvolvimento das lavouras.
A liderança destaca que os meses de março e abril serão os mais críticos para a cultura, quando será preciso boas precipitações para desenvolver as plantas. No Mato Grosso, no entanto, será preciso estender as chuvas até o mês de maio.
Olhando para o mercado, 60% desta produção já foi negociada com preço de 63 centavos de dólar por libra peso, um patamar que cobriu os custos de produção, de 60 centavos de dólar, mas é bem menor do que os atuais 85 centavos de dólar. Assim, quem conseguir boas produtividades irá maximizar os lucros.
Este cenário de retomada rápida do mercado e dos preços deve contribuir também para a recuperação da área plantada já na próxima safra 2021/22. Busato espera, no mínimo, retornar aos 1,6 milhão de hectares da safra anterior, e talvez até superar esse número.
Confira a íntegra da entrevista com o presidente da Abrapa no vídeo.
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