Desempenho do frango (vivo e abatido) na 10ª semana de 2021, segunda de março
Tradicionalmente, o mercado do frango abatido sempre se dividiu em dois tempos ao longo do mês: primeira quinzena, período em que - em função da chegada da massa salarial – garante o melhor desempenho mensal; e segunda quinzena, quando a queda de demanda faz os preços refluírem naturalmente.
Há alguns meses, porém, o mercado vem registrando não duas, mas três fases distintas. Ou seja: o período de altas se estreitou e dura, quando muito, apenas um decêndio, o primeiro do mês; vem a seguir, uma fase de relativa estabilidade (segundo decêndio), mas com preços já inferiores ao do decêndio anterior; por fim, no terceiro decêndio, ocorrem baixas mais acentuadas e que, eventualmente, podem entrar em reversão nos últimos dias do mês.
Essa situação já foi vista diversas vezes e, tudo indica, deve repetir-se em março corrente. Ou seja: o pico de preços ocorreu por volta dos dias 9-10 e, após breve recuo, parece ter entrado em uma fase de estabilidade que pode durar toda esta semana. Em resumo, pois, parece difícil alcançar-se o pico de preços de fevereiro passado. E uma vez que o frango continua extremamente competitivo frente às outras carnes, parece estar claro que o problema se concentra na capacidade aquisitiva do consumidor.
O frango vivo, por sua vez, após breve correção de preço no início da semana, permaneceu em estabilidade no restante do período. Mas como continuou operando em ambiente firme, tudo indica que sua oferta continua restrita, fato decorrente não das condições de mercado, mas dos custos de produção, difíceis de serem assumidos pelos produtores independentes, com muito menor poder aquisitivo do que as empresas integradas.
Sob esses aspecto, pois, talvez não seja equivocado vaticinar que o mercado independente do frango vivo deve acabar. Não porque todos os abatedouros se tornaram autossuficientes no abastecimento de aves vivas, mas porque o custo tornou também essa atividade inviável.
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