Procafé: Veranico em janeiro danificou ainda mais a planta, podendo gerar mais impacto na safra de 2022
Podcast
Entrevista com Rodrigo Naves Paiva - Eng. Agr. MSc. Fund. PROCAFÉ sobre a Semana da Água
Download
Em entrevista ao Notícias Agrícolas, Rodrigo Naves Paiva, engenheiro da Fundação Procafé atualizou as condições dos cafezais brasileiros. Segundo o especialista, o produtor enfrentrou um novo veranico em janeiro, de pelo menos 15 dias, que danificou ainda mais o desenvolvimento da planta para 2022.
Relembrou que no período entre março e novembro, os volumes de chuvas ficaram bem abaixo da média necessária para o desenvolvimento da safra 21. Em dezembro, as chuvas retornaram com mais frequência, fazendo a reposição hídrica do solo.
Em janeiro, choveu o esperado para o mês nos primeiros 15 dias, mas na segunda quinzena foi observado um novo corte nas precipitações. Em fevereiro, as chuvas ficaram dentro da média esperada, ajudando a planta na fase de granação dos frutos.
"Houve esse veranico que acabou estressando essa planta, em fevereiro houve essa retomada e agora em março, um veranico em torno de 10 dias com temperaturas mais elevadas. Isso acaba dificuldade a planta a crescer e vegetar devido esse estresse", afirma.
Destacou também que a Fundação tem focado na tecnologia de irrigação no café, observando bons resultados. "Nos últimos 15 anos que a gente tem trabalho, a gente tem conseguido aqui em torno de 30% a 40% a mais de produção, o que corresponde em termo de produtividade em entre 10 e 15 sacas a mais no ano", comenta.
Veja a entrevista completa no vídeo acima
0 comentário
Ameaça do El Niño à safra de café do Vietnã não deve ser subestimada, diz associação
El Niño, e não terremoto, afetará safra de café da Colômbia, diz líder do setor
Café: Arábica fecha em alta na Bolsa de NY nesta 5ª (17), atento a oferta restrita
Produção de café da Colômbia cai 23% em julho por efeitos climáticos
Hedgepoint mantém projeção de safra de café do Brasil em recorde
Café realiza lucros nesta 4ª feira (19) e fecha com perdas de mais de 1% na Bolsa de NY